Geral

FAS incentiva adesão ao Família Acolhedora em encontro no Boqueirão

A Fundação de Ação Social (FAS) promoveu, nesta quarta-feira (24/2), no auditório da Rua da Cidadania do Boqueirão, o 5º Encontro Regionalizado do Serviço Família Acolhedora. O evento teve o objetivo de ampliar a divulgação do serviço e incentivar a participação da sociedade na proposta, que promove o acolhimento temporário de crianças e adolescentes afastados de suas famílias por medida protetiva determinada pela Justiça.

O evento reuniu servidores municipais de diversas áreas, lideranças comunitárias, representantes da rede socioassistencial, conselheiros tutelares e integrantes da Rede de Proteção.

A supervisora da FAS na Regional Boqueirão, Lidiane Oliveira Bonamigo de Souza, destacou a importância de divulgar o serviço. “Conversem na comunidade onde moram, com familiares e amigos, falem deste serviço que é uma nova concepção de acolhimento, cuidado e proteção, com impacto direto no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes”, afirmou.

A coordenadora de Alta Complexidade da FAS, Carla de Souza, também falou do diferencial do serviço. “Diferente de um acolhimento institucional, o Família Acolhedora permite que a criança ou adolescente more temporariamente na casa de uma família, e isso fortalece a individualidade deles”, explicou.

Ambiente familiar

O encontro contou também com a participação da Acridas, instituição contratada pela FAS para capacitar e acompanhar as famílias acolhedoras. O coordenador da entidade, o psicólogo Jefferson Nunes, falou sobre o impacto do serviço na vida dos acolhidos. “O serviço gera um impacto significativo porque oferece à criança e ao adolescente a oportunidade de estar em uma família, em um ambiente que favorece o desenvolvimento”, disse.

Os participantes puderam conhecer ainda o Projeto Dindo, desenvolvido pela Associação Jus Cidadania, vinculada à Justiça Federal do Paraná, apresentado pela psicóloga do projeto, Giulia Fransozi Marques. A iniciativa promove o apadrinhamento de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento no Estado.

O momento de maior emoção foi quando Maria Josiane Sousa de Oliveira da Silva, 35 anos, contou a experiência de ser família acolhedora, desde 2019. Mãe de dois filhos, de 9 e 13 anos, ela já acolheu dois irmãos e um bebê. 

“Vivemos acolhimentos intensos, aprendemos que amar também é saber deixar ir. A experiência transformou nossa casa, fortaleceu nossa consciência social e nos ensinou que ser família acolhedora é cuidar, proteger e amar sem romantizar, com desafios, mas com a certeza de que o amor sustenta todo o processo”, explicou.

O serviço

O Família Acolhedora oferece uma alternativa ao acolhimento institucional, o que permite que crianças e adolescentes vivenciem a rotina de um lar, com cuidado individualizado e convivência familiar, enquanto a Justiça trabalha para a reintegração à família de origem ou encaminhamento para família substituta ou adoção.

Criado em 2019, o serviço já atendeu 105 crianças e adolescentes em Curitiba. Atualmente, tem 27 famílias habilitadas, sendo que 20 delas acolhem neste momento 22 crianças e adolescentes. As famílias recebem um subsídio mensal de R$ 998 para despesas de alimentação, higiene e transporte.

Para ser uma família acolhedora é preciso preencher o cadastro no site da FAS. Os interessados passam por capacitação, avaliação psicológica e psiquiátrica conduzidas pela Acridas, que também faz o acompanhamento das famílias durante todo o processo. O acolhimento só ocorre a partir da decisão do Ministério Público ou do Conselho Tutelar em casos de abandono, maus-tratos ou negligência.

Mais informações estão disponíveis pelo e-mail familiaacolhedora@curitiba.pr.gov.br ou pelos telefones (41) 3250-7970 e 3250-7444.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo